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Confira duas opiniões de articulistas políticos do jornal Zero Hora, publicadas na edição desta quarta-feira (12/4), sobre a atuação do Ministério Público Federal no caso relacionado ao "mensalão".
12/04/2006 Atualizada em 21/07/2023 10:57:34
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Confira duas opiniões de articulistas políticos do jornal Zero Hora, publicadas na edição desta quarta-feira (12/4), sobre a atuação do Ministério Público Federal no caso relacionado ao "mensalão".


Um grito de independência


Por Rosane de Oliveira


Com a denúncia de 40 envolvidos no esquema do mensalão, o procurador-geral  da República, Antonio Fernando de Souza, deu uma singular demonstração de independência do Palácio do Planalto. Quem temia que agisse como engavetador-geral da República surpreendeu-se não apenas com a lista dos denunciados, que inclui os ex-ministros José Dirceu e Luiz Gushiken, mas com a contundência.


Souza usou palavras mais pesadas do que a própria CPI dos Correios ao definir como "organização criminosa" o esquema de pagamento de propina a deputados. Apontou a formação de uma quadrilha para manter o PT no poder e tipificou outros cinco crimes: lavagem de dinheiro, evasão ilegal de divisas, corrupção ativa e passiva e peculato.


A denúncia contempla os principais personagens do escândalo que começou com a denúncia do ex-deputado Roberto Jefferson, ele mesmo um dos que agora estarão sujeitos a processo, junto com o publicitário Duda Mendonça, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e, claro, o empresário Marcos Valério, que fez os pagamentos.


Todos os denunciados terão direito a ampla defesa. E a Justiça dirá se são culpados ou inocentes. O Ministério Público Federal fez a sua parte.


Sedução ou quadrilha?


Por Klécio Santos


A benevolência da Câmara com os mensalistas contrasta com a ação do Ministério Público. A megadenúncia enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, é um alento à opinião pública. Cansada de ver deputados comemorando absolvição em plenário, com direito até a coreografias desengonçadas, resta à sociedade esperar que prestem contas à Justiça.


A lista de 40 nomes é tímida, ainda, diante das evidências de que assessores de pelos menos outros 60 deputados bicaram no valerioduto. Por falta de tempo - ou de vontade -, esses nomes sequer foram investigados pela CPI dos Correios. À época, o relator Osmar Serraglio adotou o discurso da prudência diante do que seriam apenas indícios. O problema foi a falta de ousadia de Serraglio, que sequer solicitou a quebra do sigilo bancário dos mensalistas.


Pelo tom da denúncia do MP, que fala na existência de uma "organização criminosa", o PT terá de encontrar explicações mais convincentes do que a história de que foi seduzido por Marcos Valério, tal qual donzela interiorana.


 



 

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