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Apesar dos escândalos, 88% dos <br> deputados vão concorrer à reeleição

Apesar dos escândalos do mensalão e o dos sanguessugas que se abateram sobre o Congresso, 88% dos 513 deputados federais vão concorrer à reeleição em outubro, maior índice desde as eleições de 1994. O levantamento, feito pelo Jornal Folha de São Paulo com informações das lideranças partidárias e dos gabinetes dos parlamentares, mostra que apenas 15 deputados não disputarão nenhum cargo.
11/07/2006 Atualizada em 21/07/2023 11:00:43
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Apesar dos escândalos do mensalão e o dos sanguessugas que se abateram sobre o Congresso, 88% dos 513 deputados federais vão concorrer à reeleição em outubro, maior índice desde as eleições de 1994. O levantamento, feito pelo Jornal Folha de São Paulo com informações das lideranças partidárias e dos gabinetes dos parlamentares, mostra que apenas 15 deputados não disputarão nenhum cargo.


Em 2002, 80% dos deputados tentaram a reeleição. Em 1998, foram 86% e, em 1994, 85%. Levando em conta candidaturas a outros cargos, o índice de deputados em campanha neste ano sobe para 96%. Além dos que disputam à reeleição, 18 deputados vão concorrer ao Senado, 11 são candidatos a governador, seis a vice-governador, e sete a deputado estadual.


No Senado, apesar de apenas 27 senadores encerrarem seus mandatos no início do próximo ano, 46 vão disputar as eleições de outubro, ou seja, 56,7% da Casa. O Senado tem dois candidatos à presidência da República, dois a vice-presidente, 19 a governador, três a vice-governador, 13 à reeleição, quatro a deputado federal e três a deputado estadual.


Renovação recorde


Apesar do alto índice de deputados tentando retornar à Câmara, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) prevê uma renovação dos quadros neste ano superior a 50%. O índice, de acordo com o instituto, só deve ficar abaixo do verificado nas eleições de 1990, quando 62% de novos deputados federais assumiram mandato, segundo o Diap.


Segundo o pesquisador Antônio Augusto de Queiroz, do Diap, a conjuntura das eleições de outubro deste ano é muito parecida à de 1990. “Há, tal qual havia naquela época, uma imagem profundamente negativa do Congresso, com muitas denúncias”, avalia.


Pesquisa Datafolha publicada em 28 de maio revelou que 42% dos eleitores consideram o desempenho do Congresso ruim ou péssimo. Contribuiu para essa imagem negativa as absolvições de acusados de envolvimento com o mensalão. Dos 19 deputados citados no caso, apenas três foram cassados, quatro renunciaram e 11 foram absolvidos. Resta o julgamento do ex-líder da bancada do PP, deputado José Janene (PR).


Em 1994, a taxa de renovação na Câmara foi de 55%. Em 1998, foi de 42% e em 2002, chegou a 41%. Queiroz ressalta, no entanto, que uma grande renovação não significa necessariamente um dado positivo. “O grande problema da crise como a que vive o atual Congresso é que as pessoas costumam generalizar, colocando todo mundo no mesmo nível, como se fosse farinha do mesmo saco, sem separar o joio do trigo, abrindo espaço para todo o tipo de vigaristas e oportunistas”, afirma o pesquisador.


Recesso Branco


Priorizando as eleições, o Congresso decidiu trabalhar, na prática, apenas três dias por mês até outubro. Após o recesso parlamentar, na segunda quinzena deste mês, a Câmara e o Senado só funcionarão na primeira semana de agosto e na primeira de setembro. Só há votações às terças, quartas e quintas-feiras. Mas os parlamentares receberão normalmente os salários de R$12,8 mil no caso dos deputados e de R$12,7 mil, no caso dos senadores.


O presidente do Senado, Renan Calheiros, tem reclamado do efeito dessa avalanche de candidatos nos trabalhos da Casa. “Os senadores estão nos Estados fazendo campanha e, como os suplentes não estão aqui, temos tido dificuldade para votar”, disse ele.


Fonte: Folha de São Paulo

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