Palavra do Presidente

"O legado das agruras de hoje"

Diz-se que somente o distanciamento histórico nos permite enxergar, com clareza, os acontecimentos de uma determinada época, possibilitando-nos o entendimento dos fatos e das suas consequências. Uma série de acontecimentos desta semana levou-me a conjecturar, de uma forma otimista, se no futuro nós não iremos olhar para trás e entender esta época que estamos vivenciando hoje como um marco de divisão histórica, em que a impunidade começou a se tornar uma página virada no nosso País.

Digo isso porque este tema tem dominado as palestras que o juiz Sérgio Moro vem realizando em todo o Brasil e, especificamente, esta semana, aqui no nosso Estado, no Campus da Unisinos, em Porto Alegre. Também no decorrer desta semana, realizamos a II Semana do Ministério Público de Alegrete e, mais uma vez, o tema dominante foi a impunidade.

É certo que sempre combatemos a impunidade e que achamos que esta é uma das principais mazelas do Brasil. Ocorre que, se olharmos o histórico das Semanas do MP realizadas por todo o Estado, veremos que esse é um assunto recorrentemente solicitado pelas direções de universidades, pelos professores, pelos acadêmicos de Direito e pela sociedade de uma maneira geral. Também é fato que, cada vez mais, temos colegas aptos a desenvolver várias visões sobre como combater as origens e os efeitos nefastos dessa verdadeira chaga que nos assola desde o descobrimento do Brasil.

Penso que podemos estar vivendo o início de uma inusitada era, marcada pela disseminação de uma consciência renovada sobre o quanto ainda temos que evoluir mas, especialmente, sobre o quanto foram importantes as agruras pelas quais estamos hoje passando, porque delas originarão – se previsões otimistas estiverem corretas – novos modelos de conduta e de retidão, indispensáveis para que a nossa Nação tenha um futuro mais promissor.

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