
Associação do MP destaca ações contra uso de crack - Correio do Povo
As atividades de responsabilidade social, sobretudo as que envolveram a campanha de combate ao uso de crack, foram a prioridade nas ações da Associação do Ministério Públicodo RS (Amprs). Em encontro com a imprensa ontem, o presidente da entidade, Marcelo Lopes Dornelles, ressaltou a importância da aproximação com a sociedade na atuação da instituição.
Segundo ele, o trabalho foi árduo, mas os resultados compensaram. "A campanha contra o crack deixou de ser do MP gaúcho, sendo encampada pela associação nacional da categoria, a partir de março de 2010", destacou. Esse foco na garantia da cidadania direcionou a entidade para debates sobre meio ambiente e a questão dos presídios no Estado.
Para Dornelles, possíveis atritos envolvendo o segmento ocorrem em função da resistência às ações do MP. "O Congresso contabiliza 1.261 projetos de lei buscando reduzir a atuação da instituição, que precisa de independência para atuar em defesa do cidadão", sustentou.
Na questão estadual, o dirigente classista afirmou que o embate em torno dos reajustes salariais dos membros do Ministério Público tem viés político. "Não é uma autoridade política que vai dizer qual o tamanho do MP, mas a Constituição", rebateu. Segundo ele, "enquanto criticam o valor do salário bruto de um procurador de Justiça ou de um promotor, não dizem que sobre esse total há uma retenção de 41% na fonte".