
Promotores reivindicam reposição salarial para 2010 - Correio do Povo
A Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMPRS) fechará o ano de 2009 com destaque na área social através do projeto de prevenção ao consumo de crack. A entidade visitou 35 cidades, prestando informações e mobilizando as comunidades para debater o tema da drogadição.
O presidente da AMPRS, Marcelo Dornelles, destaca que a droga é uma chaga social multidisciplinar, que acaba envolvendo problemas na educação, saúde, família e segurança pública. "Mais do que reduzir o consumo, o importante é trabalhar antes para evitar que surjam novos consumidores. Para isso, é preciso falar com a juventude antes do traficante", afirmou.
A questão salarial ainda preocupa a associação, mesmo com a implantação dos subsídios. De acordo com o presidente, o Estado implantou a política dos subsídios com quatro anos de atraso em relação aos demais estados da Federação. Segundo Dornelles, em função desse período, já existe uma defasagem salarial que será reivindicada em 2010. Os procuradores defendem a reposição de 5,88%, que é o índice que o Ministério Público Federal receberá até fevereiro.
Com a nova política remuneratória, o salário inicial da categoria no RS é de R$ 16.119,10 e o teto de R$ 22.111,25. "Apesar dos valores serem significativos aos olhos da sociedade, é importante lembrar que do total dos vencimentos, os promotores descontam 41,5% na fonte em função do imposto de renda, previdência e saúde", finalizou o presidente da AMPRS.