
Os membros do Ministério Público, aos quais me incluo, só têm motivo para se orgulhar dessa grande instituição, porque se ela é forte, poderosa, séria, honrada e respeitável, tudo se deve a seus próprios integrantes, que nela se espelham num primeiro momento, quando ingressam na carreira, colhendo os bons frutos, os resultados positivos dos que por ela passaram e por aqueles que ainda labutam ativamente; depois, prestam também sua parcela de contribuição, elevando-a cada vez mais e a tornando ainda mais combativa no cenário social, visando sempre ao bem comum.
Foi aglutinando a todos esses aspectos positivos, que sempre vislumbrei desde o início de minha carreira, na Comarca de Jaguari, até a Comarca de Porto Alegre, depois de passar pelas Comarcas de Osório, Soledade e Novo Hamburgo, à experiência funcional, com aprofundadas e constantes pesquisas nos trabalhos de maior complexidade que realizei, no labor do dia-a-dia, que tive complementada de forma satisfatória, minha qualificação jurídica, que me proporcionou, inclusive, o exercício do magistério superior, nas áreas do direito processual penal e penal, por mais de 19 anos. E tudo isso me serviu de motivação para fazer vários cursos, como o de especialização na área processual civil, e de mestrado em ciências criminais, dentre outros, e escrever e publicar várias obras jurídicas, dentre as quais se destacam: a) Doutrina dos Recursos criminais (3ª edição, 2008); b) Comentários ao CPP, edição 2008, de vários autores, sobre os temas recursos, revisão criminal e habeas corpus no CPP); c) Lavagem de Dinheiro, Uma Nova Perspectiva Penal.
Assim, posso afirmar, em síntese, que foram essas algumas das experiências de minha atuação vivenciada no âmbito do Ministério Público, que me projetaram a outras experiências fora da instituição, o que muito me envaidece.
Por ser constituído de pessoas de indiscutível preparo intelectual, ético e moral é que o Ministério Público, tornou-se uma instituição séria, honrada, respeitável e admirada. Visão nesse sentido é compartilhada não só entre seus membros, mas também, entre as pessoas de bem. Só o fora da lei, por conhecê-la muito bem, a teme e, por isso, a repudia, detesta; tem-na como um empecilho à realização de seus escusos propósitos.
O Ministério Público é exemplo de dignidade e de respeitabilidade. Representa em minha vida, um mundo que me ensinou a crescer espiritual, moral e culturalmente, e que ainda se pode vislumbrar a existência de uma sociedade mais fraterna e justa.
Quando soube da minha aprovação no concurso para ingresso no Ministério Público, meu pai - que também foi Promotor de Justiça - abraçou-me e disse: "VOCÊ VAI ENTRAR EM UMA GRANDE FAMÍLIA". Infelizmente, antes que eu tomasse posse, PLAUTO DE ABREU faleceu, em 20 de novembro de 1976, com sessenta anos de idade.
Realmente, em 1977, EU ENTREI EM UMA GRANDE INSTITUIÇÃO FAMILIAR. Sempre encontrei nos colegas e nos Órgãos Administrativos Superiores, a fraternidade de amigos sinceros, pessoas simples, sinceras e dispostas a auxiliar o aprendiz que fui e continuo sendo. Hoje, com quase sessenta e cinco anos de idade, aposentado, continuo a receber o carinho e a atenção da Instituição e da Associação. A escolha da profissão foi uma das melhores coisas que fiz na vida. Foi ótimo ser Promotor ativo, imparcial, livre, agindo sempre com ética e bom senso. Agora, aposentado, com a saúde bastante debilitada, valho-me da experiência adquirida e quero me dirigir aos NOVOS COLEGAS.
Àqueles que estão na FAMÍLIA há pouco tempo e aos que pretendem nela ingressar: "PRESTIGIEM A INSTITUIÇÃO. VALORIZEM AS INICIATIVAS DA NOSSA ASSOCIAÇÃO DE CLASSE. DÊEM TOTAL APOIO À S.A.S. , POR EXEMPLO. REFIRO-ME EM ESPECIAL A ESSA INICIATIVA DA AMPRS PORQUE ENFRENTEI UMA EMERGÊNCIA, SOZINHO NA CIDADE DE SÃO PAULO, COM NECESSIDADE DE URGENTE APOIO. O PLANO DE SAÚDE ATENDEU-ME IMEDIATAMENTE, DANDO TOTAL COBERTURA ÀS MINHAS NECESSIDADES. É DIFÍCIL AVALIAR ISSO QUANDO SE É AINDA JÓVEM E SAUDÁVEL.
Mas, não esqueçam: FAMÍLIA É FAMÍLIA".