
A semana que passou foi especial para nós, da Associação do Ministério Público. No dia 14 de maio, lançamos a semente de um projeto que tem o objetivo de atacar de forma contundente a disseminação do crack em nossa sociedade. Não se trata de uma campanha apenas de repressão, salientando que o combate ao tráfico é fundamental. É um projeto de mobilização, incluindo agentes do primeiro, segundo e terceiro setores. Queremos atuar como multiplicadores, aproximando as várias iniciativas que propõem alternativas de prevenção, tratamento e repressão.
O lançamento da campanha Crack – Ignorar é o seu Vício?, na quinta-feira à noite, foi gratificante para todos nós, que iniciamos este projeto logo após assumirmos a direção da entidade. Nossa intenção, na largada, era falar para autoridades e agentes públicos diretamente envolvidos com o problema, além de colocar o assunto na pauta. Acredito que atingimos nosso objetivo com o lançamento, pois no mesmo dia representantes de diversas instituições e organizações sociais nos procuraram buscando se somar à iniciativa. Destaque para o papel da imprensa na ampla divulgação que levou a toda a sociedade esta idéia de enfrentamento ao crack.
Importante ressaltar também nossa parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), que trouxe para o projeto a realidade de quem vive onde está o coração do problema. Temos a certeza de que a parceria com a Cufa será decisiva nas ações de prevenção e mobilização que iniciamos imediatamente ao lançamento.
Na primeira ação concreta da campanha, um bate-papo com o fundador da Cufa, MV Bill, e do coordenador da ONG na Região Sul, Manoel Soares, reuniu centenas de adolescentes no Colégio Estadual Júlio de Castilhos. A conversa aconteceu antes e durante o evento. Sentados, ou em pé, no pátio da Escola, alunos do Ensino Médio ouviram relatos da situação de quem se envolve na luta contra esse veneno chamado crack.
Nesta semana, iniciamos uma caminhada e, novamente, gostaríamos de contar com os colegas para que nosso trabalho contribua efetivamente para o controle desta epidemia social.
