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15/05/2009

Alunos e professores apoiam iniciativa de enfrentamento às drogas


Para avaliar o impacto das palavras do rapper MV Bill sobre os estudantes do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, bastava observar as expressões atentas nos rostos do público que enfrentou o frio no pátio da escola. Impressionados com o conteúdo alarmante da fala de Bill, muitos fortaleceram a idéia de que o envolvimento com o crack não vale a pena, por mais prazeroso que seja durante os instantes da “fissura”.

Foi assim para Amanda Aquino, 17 anos, aluna do 3° ano do Ensino Médio. “Vim assistir à palestra porque conhecia a origem e o trabalho do MV Bill. É preciso estar a par do que acontece à nossa volta. Não há como não conhecer alguém que esteja envolvido com a droga. O que podemos fazer é reforçar nossas convicções e não entrar no vício”, disse a estudante.

meninas_300.jpgAssim como ela, as colegas Gabriele Silva, 17 anos, e Miriam Froes, 18 anos, destacaram a importância do diálogo familiar e da proteção dos pais quando o assunto é uma droga tão devastadora como o crack. Para o trio, entretanto, o mais difícil é ver colegas e amigos se perdendo no vício e ter pouco a fazer sobre o assunto. “Quando é possível, tentamos orientar a deixar a droga, mas às vezes isso soa como implicância, e o efeito é inverso”, lamenta Gabriele.


Da esquerda para a direita, Gabriele, Miriam e Amanda

O consolo é verificar que as garotas e muitos colegas que participaram do encontro têm consciência e lutam com as ferramentas e o conhecimento de que dispõem para não se deixar seduzir. “Sabemos que entrar para o mundo da droga só tem dois fins: a cadeia ou a morte”, concluiu Amanda.


vice_300.jpgEntre os docentes da escola, a experiência deverá funcionar como um multiplicador de ações educativas. O departamento pedagógico deverá se reunir para avaliar a melhor forma de ampliar o evento. “Uma das áreas deverá ser a biologia. Pretendemos abordar diferentes aspectos dessa questão da droga em sala de aula”, observou a vice-diretora Geneci Duarte, que reconhece haver desinformação sobre o crack até mesmo entre os educadores. “Essa é uma droga nova também para nós. Temos de nos preparar melhor para lidar com o assunto junto aos alunos”, finalizou Geneci.


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