
A Comunicação Organizacional compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para facilitar a relação de uma empresa ou entidade com seus públicos de interesse. Na AMP/RS a Comunicação tem importante papel de manter os associados bem informados sobre temas afetos ao exercício de suas funções profissionais e acerca de todas as ações realizadas pela diretoria da entidade.

Em viagens pelos núcleos do Interior e em contato com os membros da diretoria da AMP/RS, temos conversado muito sobre assuntos de interesse dos colegas, como a carreira, a atuação e a aposentadoria. Nesta semana, estivemos em Cruz Alta e Santa Rosa, onde, novamente, debatemos a questão da participação dos membros do MP em atividades político-partidárias e a proposta da Conamp para a reforma do sistema de eleição do procurador-geral de Justiça, com a apuração de um nome apenas, que seria submetido à Assembléia Legislativa.
A crise que assola o sistema prisional gaúcho é sem precedentes. O Presídio Central é considerado o pior presídio brasileiro devido à superlotação e à falta de condições. Diante disso, várias medidas emergenciais estão sendo pensadas para amenizar essa situação que nos envergonha.
Destacam-se rodízio de presos, não expedição de mandados de prisão, indeferimentos de prisões preventivas e, agora, estudos para a construção de um grande complexo prisional na Região Metropolitana aplicando-se as Parcerias Público-Privadas. Em que pese reconheçamos as boas intenções nas medidas de quem vem tentando administrar o caos, precisamos pontuar críticas construtivas a elas.
As primeiras geram imediata sensação de impunidade e de insegurança na sociedade, que se questiona sobre a validade de continuar cumprindo a lei. Também são de duvidosa eficácia, pois, ao deixar um criminoso sem punição, permitimos que continue agindo na seara criminosa, sem restrição. Além disso, em pouco tempo ele irá ocupar uma vaga no sistema prisional, mas já tendo lesado outras vítimas.
Por fim, ao Judiciário compete a aplicação da lei e da Constituição, que assegura ao cidadão o direito à segurança. Mas a principal questão a ser abordada é a construção de um grande complexo prisional com mais de 3 mil vagas. Aparentemente, parece ser uma boa solução. Não é.
A massificação de presos é o principal problema de segurança pública hoje. Isso acarreta a impessoalização das ações, o desconhecimento das pessoas e a criação de lideranças pela força. Hoje, a grande maioria dos crimes violentos no Estado envolve ações comandadas de dentro dos presídios. Segundo dados do IBGE, o Presídio Central tem população superior a 218 cidades gaúchas.
A única forma de se enfrentar esse grave problema é com a construção de presídios pequenos, em vários municípios ou microrregiões, com a possibilidade de fiscalização efetiva do cumprimento das penas. Segundo informações já divulgadas, há recursos para isso, devendo os municípios arcar apenas com os terrenos.
A resistência de algumas comunidades à instalação de presídios é baseada em falta de informação sobre o que efetivamente fomenta a criminalidade, além de certo grau de egoísmo, tendo em vista que também produzem criminosos e acham certo exportá-los para outra localidade. Não podemos permitir a partidarização desse problema, que é de Estado e da sociedade.
*Presidente da AMP/RS